Força tarefa tenta destravar aposentadoria de centenas de servidores do município

Centenas de servidores do município de Rondonópolis aguardam há um bom tempo por documento do INSS conhecido com CTC – Certidão de Tempo de Contribuição. Tal papel permite ao servidor público utilizar o seu tempo de contribuição ao INSS para obtenção de benefícios junto ao órgão onde ele atualmente trabalha.

 

Mas em Rondonópolis, trabalhadores efetivos no serviço municipal estão com dificuldades em conseguir a CTC no período de 1990 a 1999. O imbróglio acontece porque o INNS de Rondonópolis afirma que as informações dos servidores neste período são insuficientes para a emissão do documento. O órgão alega ainda que o recolhimento do tempo de serviço do período não foi individualizado como previsto.

 

Para tentar destravar as aposentadorias, uma força tarefa foi formada. Participam do trabalho o vereador Reginaldo Santos, o servidor municipal Edson Wander Pina da Silva e a diretoria do IMPRO. “É uma situação que nos preocupa muito. Umas das primeiras medidas foi uma conversa com os responsáveis pelo INSS local. A pauta evoluiu e agendamos nova rodada de negociação, mas desta vez em Cuiabá com a diretoria estadual do INSS. Confio no bom senso e diálogo para resolver essa situação”, explica Reginaldo Santos.

 

A reunião em Cuiabá aconteceu na quinta-feira (6) na sede do órgão. Além dos representantes dos servidores de Rondonópolis, o encontrou contou com participação de Odair Egues – Gerente Executivo do INSS, Eduardo Barros – Departamento Jurídico do INSS, Marley Alonso – Chefe de Benefícios do INSS, Irene Messias e Solange Cavalcanti, ambas do Departamento de compensação do INSS. “Foi uma conversa muito boa, a diretoria do INSS de Mato Grosso mostrou-se muito sensível para resolver a questão. Eles mostraram com riqueza de detalhes que realmente faltam informações dos servidores de 90 a 99, mas que uma reavaliação do caso específico de Rondonópolis será feita. Confio no bom senso da Prefeitura, para que forneça todos os documentos requisitados pelo INSS. Com estes dados será possível destravar, enfim, a fila de espera dos servidores que possuem tempo suficiente para aposentadoria”, conta Roberto Carlos Correa de Carvalho, diretor executivo do IMPRO.

 

Depois da entrega da documentação necessária, por parte do executivo municipal, uma nova avaliação será feita pelo INSS e servirá de parâmetro para todos os servidores que aguardam o desfecho do caso. “Em Várzea Grande existia um problema semelhante ao nosso, mas com a colaboração do gestor do município a questão segue para final feliz. Espero que o caso de Rondonópolis siga para mesmo desfecho”, finaliza Roberto.